“Faria tudo de novo porque Bolsonaro é maçom”, diz suposto doente mental Adélio Bispo

Adelio Bispo e Bolsonaro

Após ser declarado “inimputável” por ser considerado um doente mental (esquizofrenia), o homem responsável por esfaquear o então candidato à Presidência da República do Brasil, Jair Messias Bolsonaro, voltou a afirmar que faria tudo novamente, segundo ele, por existir “uma conspiração maçônica para destruir” o país.

Adélio também afirma que ao sair da prisão tentará novamente matar Bolsonaro, assim como ex-presidente Michel Temer, ambos, segundo ele, membros de uma organização que estaria dominando as riquezas do país.


“Demonstrando pouco se importar com o fato de estar encarcerado e de eventuais consequências penais ou processuais de seus atos, afirmou aos peritos que quando sair cumprirá sua missão de matar o atual Presidente da República, bem como o ex-presidente Michel Temer, que em sua visão também participaria da conspiração maçônica para conquistar as riquezas do Brasil”, escreveu o juiz da Bruno Savino na decisão, segundo O Globo.


A narrativa de Adélio Bispo, no entanto, pode ser várias coisas, inclusive um teatro. Há criminosos que conhecem muito bem os meios para tentar driblar a justiça, sendo a narrativa de transtornos mentais um dos recursos mais explorados por bons advogados em em defesa dos seus clientes, quando há chance para isso.

O juiz de direito não possui competência para diagnosticar o que é ou não um transtorno mental. Algumas vezes o próprio profissional de saúde mental erra em seu diagnóstico, dado a complexidade do tema e multiplicidade dos sintomas. Há também no meio acadêmico divergências quanto ao próprio conceito de “doença mental”, não sendo ele aceito plenamente.


A narrativa de Adélio, ao dizer que “ouviu a voz do seu Deus que o mandou matar o candidato, pois dessa forma salvaria o Brasil”, pode facilmente ser utilizada de forma consciente por quem deseja se passar por “louco”. É possível nocar que a mescla de palavras associadas ao discurso político pode ter como objetivo reforçar a ideia de que a tentativa de homicídio foi “justificada” pelo radicalismo.

Assim, não parece um discurso desconexo, mas sim muito bem construído para fazer se parecer”louco”, a fim de enganar alguns, que, sob a grande pressão da mídia e de bons advogados, titubeariam em lhe declarar são e maliciosamente intencionado, especialmente quando – muito – bem assessorado por gente poderosa.

Por: Will R. Filho