CUBA: Casal é preso por usar modelo “capitalista” de “ensino domiciliar” para os filhos

CUBA: Casal é preso por usar modelo "capitalista" de "ensino domiciliar" para os filhos
Família alega perseguição do regime comunista cubano. Reprodução: Google

Uma organização americana de educação domiciliar está buscando soluções junto ao governo de Donald Trump, após vários pais que praticam o “homeschooling” em Cuba serem presos por não enviarem seus filhos para à escola pública.

De acordo com um relatório da Associação de Defesa Legal de Homeschool (HSLDA), três homens foram recentemente levados sob custódia pelas autoridades por causa do exercício do ensino domiciliar.


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Um deles, José Martinez Payares, tinha matriculado seus filhos em uma escola cristã à distância no México. Ele estava seguindo o exemplo de Ramón Rigal, um pastor evangélico cujos filhos estão matriculados no mesmo programa. O terceiro homem pediu para não ser identificado.

Rigal e sua esposa Adya foram igualmente presos em 2017, depois que às autoridades perceberam que seus filhos não frequentavam à escola. Eles receberam uma carta da Secretaria Municipal de Educação, avisando que:

“Em nosso sistema, o ensino domiciliar não é considerado uma instituição educacional, pois este modelo é usado basicamente em países com fundações capitalistas”.


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O governo também advertiu que, segundo o código penal cubano, eles poderiam ser penalizados caso mantivessem os filhos “ausentes da escola”.

Rigal foi condenado a um ano de prisão e sua esposa foi condenada à prisão domiciliar. Sua sentença foi mais tarde convertida para a realização de trabalhos forçados, mas dessa vez o pastor tem medo de que ele fique realmente encarcerado.

Segundo o pastor, o governo lhe disse que ele não era bem-vindo em Cuba, por ser visto como um rebelde em sua própria “casa”, mas quando ele tentou sair do país com sua família, eles impuseram a ele uma condição a qual não pode aceitar.

“Eles me disseram que antes de sair eu tinha que denunciar outras famílias que estão estudando em casa com os filhos, dizendo para pararem e colocarem seus filhos na escola”, explicou Rigal à HSLDA. “Isso eu não podia fazer.”


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“Rigals e Payares, juntamente com várias outras famílias, estão em uma situação impossível”, destacou a HSLDA. “Suas convicções religiosas não permitem que eles mandem seus filhos para às escolas comunistas cubanas ateístas, e eles não podem deixar o país. Eles acreditam que seus direitos como pais de acordo com o direito internacional devem ser respeitados”.

O Presidente da HSLDA, J. Michael Smith e o Conselheiro Michael Donnelly, escreveram uma carta aberta pedindo ajuda ao presidente americano Donald Trump.

“Estou escrevendo para pedir sua ajuda em um assunto de grande importância para nossa comunidade e que toque nossos princípios de liberdade religiosa, a instituição da família e o lugar excepcional e único da nossa nação no mundo”, diz um trecho da carta.


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“Com apenas algumas mensagens poderosas no Twitter e instruções para a sua administração, você pode ajudar a proteger o Pastor Ramón e dar um exemplo para os outros seguirem”, ressaltam.

A correspondência também foi enviada para o secretário de Estado Mike Pompeo, o embaixador cubano José Ramón Cabañas e o embaixador para a liberdade religiosa, Samuel Brownback, entre outros.

“Estamos sendo perseguidos e sitiados pelo Ministério da Educação e pelo Ministério Público em Cuba”, disse um pai, Yordimile Mustelier, à HSLDA. “Eles constantemente nos ameaçam com a prisão se não enviarmos imediatamente nossos filhos à escola. Isso é totalmente contrário aos nossos princípios cristãos”.


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“Por favor, por favor, em nome de nossas famílias, defenda nossa causa perante a ONU, escreva para o presidente de Cuba, Díaz-Canel, e para os Estados Unidos da América!”. Com informações: Chistian News.

Assista o vídeo abaixo, com o apelo de Rigal: