Contra fraudes, governo determina ponto eletrônico para servidores a partir de junho

Ponto eletrônico para servidores
Servidores públicos terão que usar ponto eletrônico. Imagem ilustrativa. Reprodução: Google

BRASÍLIA, 15 de maio (Metrópoles) – Servidores públicos federais de 10 órgãos terão de adaptar a rotina de trabalho. No próximo mês, eles serão obrigados a registrar a jornada laboral em ponto eletrônico. Os equipamentos que entrarão em funcionamento começaram a ser instalados na segunda-feira (13/05/2019) e custarão R$ 960 mil por ano.

Terão de “bater cartão” os funcionários destes órgãos: Ministério do Meio Ambiente; Advocacia-Geral da União (AGU); Ministério da Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações; Agência Nacional do Cinema (Ancine); Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação (FNDE); Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia do Acre (Ifac) e de quatro universidades, como as do Espírito Santo e do Tocantins.


(adsbygoogle = window.adsbygoogle || []).push({});

Nesta semana, o Ministério da Economia, responsável pela novidade, iniciou o processo de definição dos parâmetros necessários para o uso do controle eletrônico. “O principal objetivo da medida é modernizar o controle de frequência na administração pública federal. Dessa maneira, o governo atenderá a determinação legal”, ressalta a pasta, em nota.

A principal mudança na rotina dos servidores é o desuso da folha de ponto manual. Esse sistema, considerado mais fácil de ser burlado, já foi alvo de críticas do Tribunal de Contas da União (TCU), que em 2017, após uma auditoria, constatou fraudes em hospitais universitários federais.


(adsbygoogle = window.adsbygoogle || []).push({});

“A oferta do sistema para outros órgãos atende demandas de órgãos de controle, como a exarada pelo TCU, que determinou ao Ministério da Economia a adoção das medidas necessárias para implementar o controle eletrônico de ponto nas universidades federais e nos seus respectivos hospitais universitários, em substituição à folha de ponto manual”, frisa o texto.

Comentário:

Essa medida é um grande avanço, dado à cultura do “jeitinho brasileiro” impregnada nas repartições públicas do país. Denúncias de funcionários públicos que não comparecem ao trabalho ou não completam a devida carga horária – especialmente nas regiões interioranas – se multiplicaram nos últimos anos.


(adsbygoogle = window.adsbygoogle || []).push({});

Com o controle mais rígido, espera-se que o atendimento público em locais como hospitais, postos de saúde, escolas e outros órgãos do governo federal melhore, tendo em vista a possibilidade do funcionário responder administrativamente em caso de irresponsabilidade.

Na prática, a medida só atinge os maus profissionais. Não há motivo algum para os bons servidores se preocupar. Pelo contrário! Uma vez que os ruins são expostos, os bons ganham destaque. Essa deve ser a lógica de pensamento.

Comentário: Will R. Filho