A centralidade da ressurreição no cristianismo: É possível confiar? – Série da Semana Santa

A ressurreição de Jesus é um fato histórico

A crença central do cristianismo é que o Filho de Deus assumiu a forma humana, morreu pelos nossos pecados e depois ressuscitou dos mortos para nos dar a vida eterna. Mas se Jesus Cristo não voltou à vida, ele desfaz sua reivindicação de ser o todo-poderoso e eterno Filho de Deus, Salvador e Messias. Então, o cristianismo depende da ressurreição.

Para acreditar nos eventos em torno dessa Páscoa é preciso se questionar se Jesus realmente existiu e se o Novo Testamento, considerado por muitos a biografia de Cristo, pode ser confiável, algo que em Pine Mountain, na Georgia, o Prof. Jonathan Morrow ensina a seus alunos que sim, baseando suas aulas em fatos históricos robustos e impossíveis de ignorar.


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Morrow disse à CBN News que “investigar à ressurreição é uma questão histórica que você pode fazer com os olhos bem abertos; não é um tipo de fé cega, como acreditar no coelhinho da Páscoa ou no pé de um coelho da sorte. Esse é um tipo de coisa do mundo concreto e você pode analisar os dados sobre isso”.

Morrow acrescentou: “Então, quando se trata da ressurreição, dizemos: ‘Bem, como sabemos que Jesus existiu?’ Algumas pessoas até duvidam disso. O fato é que temos muito mais fontes sobre a existência de Jesus de Nazaré do que sobre muitas outras figuras históricas do primeiro século. Temos pelo menos 18 fontes. Doze delas não são cristãs.”.

Há mais evidências de que Jesus existiu do que Júlio César. Alguém duvida que César existiu?


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Quanto ao Novo Testamento, o Professor Darrell Bock, do Seminário Teológico de Dallas, explicou que qualquer peça de uma obra antiga sobrevivente é chamada de manuscrito, e existem mais cópias ou fragmentos da Bíblia que sobreviveram ao passado do que qualquer outro livro da antiguidade, algo que os historiadores consideram crucial para avaliar o nível de confiabilidade dos documentos antigos. Ou seja, quanto mais cópias existirem e mais bem preservadas estiverem, maior é a sua credibilidade.

“É excepcional”, disse Bock. “Estamos falando de mais de 5.800 manuscritos gregos e mais de 8.000 manuscritos latinos [da Bíblia]. A maioria dos livros com os quais trabalhamos sobre o mundo antigo tem, talvez, no máximo, uma dúzia de manuscritos.”

Além da Bíblia, o documento mais antigo de que a humanidade tem disponível é a “Ilíada”, atribuída a Homero, que possui cerca de 643 cópias, sendo a maioria de fragmentos.

O estado de conservação e espaço de tempo entre a cópia e o original são outros dois critérios utilizados pelos historiadores para atribuírem autoridade a um texto antigo. Ou seja, neste caso, a Bíblia também supera, e muito, todos os outros documentos. Por exemplo:

01 – O livro de Júlio César, chamado de “As guerras Gálicas”, possui 10 manuscritos. A cópia mais antiga dessa obra surgiu cerca de 1.000 anos depois da obra original;

02 – “História”, escrita por Plínio, o Jovem, possui 7 manuscritos, com espaço de 750 anos decorridos do original;

03 –  “História de Tucídides” temos 8 manuscritos, sendo 1.300 anos de espaço do original;

04 – “História”, de Heródoto, temos 8 manuscritos, com 1.350 anos de espaço do original;

05 –  De “Platão” temos 7 manuscritos com 1.300 anos decorridos do original e;

06 –  De “Anais de Tácito” temos 20 manuscritos, com 1000 anos decorridos do original.

Apenas o Novo Testamento, por outro lado, entre os seus 5.600 manuscritos, o mais antigo possui um espaço de tempo decorrido do original de apenas 40-60 anos. A maioria data do início do segundo e terceiro séculos (Entre 100 e 200 anos, portanto, de tempo decorrido).


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Morrow, que é autor do livro “Questionando a Bíblia”, explicou: “Paulo disse em 1 Coríntios 15, dizendo: ‘Olha, você pode ficar seguro disto: se a ressurreição não aconteceu, o cristianismo é falso. Quer você acredite ou não, se você for sincero sobre isso, se a ressurreição não aconteceu, o cristianismo é falso”. Se Cristo está morto, então eles mentiram

Alguns sugerem que todos os apóstolos mentiram, usando uma vasta conspiração para transformar o déficit da morte de Jesus no positivo de um Senhor ressuscitado. Mas os apologistas bíblicos insistem que quanto mais você analisa os dados e evidências, mais fica convencido de que a ressurreição realmente aconteceu.

Esses especialistas da Bíblia dizem que, para rejeitar a ressurreição, qualquer teoria que você venha a explicar para explicar os acontecimentos históricos deve explicar três fatos históricos, antes de tudo. São eles:


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01 – Que havia um sepulcro vazio três dias depois de o corpo de Jesus ter sido colocado nele, embora tivesse sido constantemente guardado por soldados romanos;

02 – Que Jesus apareceu a centenas de pessoas em numerosos lugares durante quase sete semanas após a sua crucificação;

03 – E que algo de grande aconteceu para, repentinamente, e para sempre, transformar todos os discípulos acovardados em crentes corajosos, proclamando um Messias ressuscitado ao ponto de ficarem dispostos à tortura e morte por ele.

Os principais especialistas bíblicos rebatem as principais críticas anti-ressurreição. Por exemplo:

Jesus morreu, ou quase morreu?

Alguns teorizam que Jesus não morreu na cruz, mas apenas entrou em um estado de morte que enganou a todos que verificaram seu corpo. Então, sob essa teoria, Ele acordou no túmulo, levantou-se e saiu. Os defensores dizem que isso explica suas muitas aparições após a sua suposta morte.

O que isso não explica é como, num estado de quase morte e com ferimentos extremamente incapacitantes, Ele poderia abrir caminho para fora do túmulo, uma vez que já estava embalsamado, com tecidos e vestimentas enrolados por todo o seu corpo e cabeça, e mesmo assim ainda conseguir rolar uma pedra pesada que fechou a tumba e passar despercebido pelos guardas romanos que estavam vigiando o local.

Essa teoria também não explica a visão de várias pessoas que disseram vê-lo subir ao céu, semanas depois.

Oops, túmulo errado!

Alguns sugerem que as discípulas que primeiro encontraram a tumba vazia poderiam ter ido ao local errado, e os outros discípulos se aproveitaram disso, inventando o mito da ressurreição para explicar a tumba vazia.


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Mas certamente os líderes judeus que tiveram guardas romanos colocados no local do sepultamento de Jesus, e José de Arimatéia, o proprietário da tumba onde o corpo de Jesus foi colocado, teriam rapidamente mostrado o corpo e corrigido o erro se, de fato, as mulheres tivessem ido para o túmulo errado.

“Se você estivesse pregando por aí que Jesus foi fisicamente ressuscitado, com pessoas sabendo onde ele estava enterrado, sabendo onde poderiam encontrar seus ossos, essa mensagem nem sairia do chão”, argumenta Bock, autor de Truth Matters. Não é inteligente mentir onde todos sabem que você está mentindo

Josh McDowell, autor de “Novas Evidências que Exigem um Veredicto”,  disse que os críticos da época, e não eram poucos, se pudessem provar que Cristo não havia ressuscitado, teriam feito isso de forma muito fácil, pois o túmulo estava lá e havia uma multidão de judeus e romanos interessados em acabar com o movimento cristão. Os cristãos, portanto, não tinham nada que os favorecesse, caso o acontecimento fosse uma mentira. O sucesso do cristianismo, portanto, foi justamente devido à veracidade do que as testemunhas viram.


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Mateus 28 aponta que os líderes judeus subornaram os guardas da tumba para dizer que haviam adormecido e os discípulos roubaram o corpo de Jesus. Mas se esses guardas estavam dormindo, como eles saberiam que eram os discípulos? E como eles poderiam ter dormido sem perceber os discípulos rolando a enorme pedra que cobria a entrada da tumba, uma pedra que alguns sugeriram ser tão pesada que pode ter sido necessário mais de 12 homens para empurrá-la?

Desbancando essa ideia de conspiração, Morrow explica que quanto maior é o número de pessoas envolvidas no relato de um acontecimento, maior é a probabilidade de existirem várias narrativas diferentes, quando ele é falso. O desencontro de informações surge naturalmente, pela própria natureza da mentira.


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Por outro lado, quando temos um evento verdadeiro e visto por várias pessoas, os relatos são coerentes, eles se combinam pois se referem ao mesmo evento. No caso de Jesus, o Novo Testamento possui um relato único, citando que além dos discípulos pelo menos mais 400 pessoas viram Jesus ressurreto.


Você morreria por uma mentira que inventou?

E se os discípulos estivessem inventando a ressurreição de Jesus, eles teriam sofrido perseguição, tortura e mortes cruéis por algo que eles mesmos inventaram?

McDowell explica: “Eles disseram que depois de Jesus ter sido crucificado e sepultado, ressuscitou dos mortos e durante 40 dias – não 40 horas, nem quatro dias – durante 40 dias, eles viveram com Ele e andaram com Ele, com provas contundentes de que Ele foi ressuscitado dos mortos.”.

McDowell, então, conclui: “Se a ressurreição fosse uma mentira, eles precisavam saber. E se eles soubessem, então você precisa concluir que aqueles homens não só morreram por uma mentira, mas morreram sabendo que era uma mentira”. O autor então desafia seus leitores a procurarem na história algum registro de pessoas que cometeriam tamanha insanidade, e em grupo!


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Morrow acrescenta: “Os primeiros discípulos teriam conhecido – e não apenas crido pela fé – que Jesus era quem ele afirmava ser e foi realmente ressuscitado dentre os mortos, ou se tudo teria sido inventado. E, no entanto, a história nos diz que temos boas razões para pensar que todos eles foram assassinados, com exceção de um, pela certeza central de que Jesus ressuscitou dos mortos”.

Se fosse apenas uma conspiração, diz o autor, ela teria sido desfeita no momento em que todos os seguidores de Cristo na época foram ameaçados de morte. Mas, pelo contrário, muitos morreram exatamente porque não abriram mão de confirmar o que viram e ouviram.


O que causaria tais transformações radicais?

Esses e outros especialistas dizem que, na verdade, seria necessário algo tão radical quanto a ressurreição de Jesus para transformar completamente os discípulos, como o medroso Pedro, que por estar tão assustado antes da crucificação, jurou que nem conhecia Jesus, três vezes seguidas.

Mas poucas semanas depois, Morrow aponta que Pedro foi embora, temendo que os líderes judeus também o matassem, pregando corajosamente a salvação por meio de Cristo diante de uma multidão de milhares de pessoas, incluindo alguns que buscavam a morte de Jesus.


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Morrow explica: “Você vê Pedro com essa transformação radical, indo de covarde a esse corajoso campeão que está dizendo: ‘Veja, aqui estou, é isso que estou dizendo, é isso que é verdade. Você crucificou esse cara, mas é isso que Ele ofereceu.’ Você tem essa transformação radical bem no centro do que está acontecendo em torno desse primeiro movimento cristão”.

Morrow apontou que Tiago, que duvidou de Jesus, seu próprio irmão de sangue, também foi completamente transformado. “Tiago – o irmão de Jesus – não seguiu Jesus durante o seu ministério terreno; achou que Ele era louco”, disse ele.

McDowell concordou, dizendo: “Tiago desprezou seu irmão. Achava que estava envergonhando a família. E então Jesus apareceu a ele nas próprias palavras de Tiago, e ele se tornou o líder da igreja de Jerusalém”.

Morrow acrescentou: “E depois desse fato, Tiago se tornou um dos primeiros líderes da Igreja, e foi perseguido e acabou morto por essa crença”.

O maior assassino que se tornou o maior missionário

“Saulo de Tarso era tudo menos um seguidor que acreditava em Jesus”, disse McDowell. “Ele foi de cidade em cidade lançando seu voto para prendê-los e executá-los [os cristãos]. Mas em suas próprias palavras, Cristo apareceu para ele. Quer você acredite ou não, algo aconteceu. Um dos maiores assassinos convertido em um dos maiores missionários”.

Morrow declarou: “O que no mundo mudaria Paulo – ou, na verdade, Saulo de Tarso – para Paulo, o principal proclamador da Igreja primitiva? Ele era um homem inteligente. Ele foi inflexivelmente contrário ao movimento cristão. E então ele se tornou um cristão. O que explica isso?”.

McDowell conclui: “Algo aconteceu na vida de Paulo de forma que eu nunca encontrei nada que me satisfizesse intelectualmente para entender isso, exceto Jesus ter aparecido para Paulo após a ressurreição”.

O testemunho feminino jamais faria parte dos relatos da época

Outro fator crucial que desmascara a ideia de que todos esses discípulos estavam tentando vender uma falsa ressurreição ao mundo, foi o fato de eles terem proclamado que mulheres encontraram o túmulo vazio.

Os judeus do primeiro século acreditavam que as mulheres eram cidadãs de segunda classe. Então, se os discípulos estivessem mentindo sobre a ressurreição, eles tornariam sua história ainda mais difícil de ser aceita ao colocar o testemunho de mulheres logo na linha de frente.

“Mateus, Marcos, Lucas e João – todos contam que as primeiras mulheres que acompanharam Jesus encontraram o túmulo vazio”, disse Morrow. “No primeiro século, onde o testemunho de uma mulher só tinha mais valor do que o de um escravo, isso não seria nada convincente para início do conversa”.

“Você nunca inventaria uma história desse jeito. Isso é o que é chamado de Critério do Constrangimento nos estudos históricos de Jesus: que você nunca inventaria a história dessa maneira. Então a razão pela qual a história foi contada desse jeito é porque deve ter sido fundamentada no que realmente aconteceu”, disse Bock.

Morrow concordou completamente, afirmando que os escritores dos Evangelhos testificando sobre o papel da mulher nesses relatos possui “o anelo da verdade”.

Morrow disse: “Isso teria sido um detalhe embaraçoso que você nunca utilizaria, A MENOS QUE realmente tivesse acontecido. E o fato de todos os quatro (Mateus, Marcos, Lucas e João) terem dito que isso aconteceu cria uma evidência muito mais forte de que realmente aconteceu.”.

500 testemunhas oculares

Dizer que os discípulos mentiram sobre a ressurreição de Jesus não explica sua aparição pós-ressurreição para 500 pessoas. O apóstolo Paulo em I Coríntios 15 sugeriu que os incrédulos conversassem com eles.

Morrow comentou sobre isso: “Você tem uma história viva. Você tem as pessoas que estavam lá para checar qualquer mensagem que esteja sendo divulgada. Então, não é como se essas coisas pudessem ter sido inventadas aleatoriamente. Você já parte do princípio de que ‘há testemunhas; vá investigá-las'”.

O autor comentou a passagem de Coríntios sobre o pedido para investigar o testemunho das pessoas. “Historiadores antigos adoravam testemunhas oculares. É isso que todos queriam. Lívio, Heródoto, Tácito, Tucídides – todos queriam que o testemunho ocular voltasse ao original. E é isso o que nos temos [sobre a ressurreição]”.

McDowell disse que essa evidência histórica foi crucial para o seu entendimento. “Eu coloquei muito crédito nisso. Veja, as pessoas hoje dizem: ‘Como você sabe que Jesus disse isso? Como você sabe que Ele fez isso?’ Bem, eles fizeram essa mesma pergunta nos tempos do Novo Testamento, mais ainda do que hoje, porque estavam morrendo por isso e queriam saber: ‘Isto é verdade? Jesus realmente fez isso? Ele realmente disse isso?'”, explica o autor.

“Em João 1, como João respondeu isso? Eles disseram: ‘Como sabemos que isso é verdade?’ João disse: ‘O que nossos olhos viram, o que nossos ouvidos ouviram, o que nossas mãos têm manipulado é o que estamos declarando a você’. Em outras palavras, ‘fomos testemunhas oculares. Nós estávamos lá’. E então, com seus oponentes, eles diziam: ‘Você também estava lá. Você viu Jesus fazendo isso; você o ouviu fazer isso’. E você não pode obter evidências muito melhores historicamente do que isso. E nós temos isso relatado nas Escrituras”, acrescenta McDowell.

Morrow lembrou de como Paulo exigiu que seus leitores em I Coríntios 15 reunissem provas de que Jesus ressuscitou dos mortos:

“Ele diz: ‘Não é uma questão de pensamento positivista. Investigue isso’. É por isso que ele menciona as testemunhas oculares. Ele mencionou que Jesus apareceu a mais de 500, e também aos seus discípulos, e ao próprio Paulo e a outros. Porque testemunhas oculares autenticaram esse evento. E foi fundamental para o cristianismo”.

Morrow conclui: “Tem todo o anelo da verdade e não às características de pessoas que estariam querendo inventar uma religião”.

500 pessoas poderiam ter a mesma alucinação?

Alguns duvidosos tentam refutar todas às aparições pós-ressurreição, dizendo que aqueles que achavam que estavam vendo algo, conversando e tocando Jesus, estavam todos alucinados, mesmo às 500 testemunhas mencionadas por Paulo em 1 Coríntios 15.

McDowell disse à CBN News que é preciso ter mais fé para acreditar nessa teoria do que para aceitar que Jesus Cristo realmente ressuscitou dos mortos.

O escritor explicou: “Aqui está a chave da questão: o que é uma alucinação? Uma alucinação é uma experiência interna, não desencadeada por nada externamente. É por isso que duas pessoas nunca têm a mesma alucinação. Porque é tudo interno; subjetivo. Bom, ter 500 pessoas expressando a mesma alucinação seria como ter 500 milagres iguais à ressurreição”.

Se Deus existe, milagres também existem

“Quando os historiadores investigam isso, em nossa mentalidade moderna, há essa ideia de que ‘veja, os milagres estão fora dos limites’. Bem, por quê? Porque se pelo menos for possível que Deus exista, então os milagres se tornam possíveis”, argumenta Bock.

Morrow acrescenta: “Nós não devemos acreditar em qualquer milagre. Nós os investigamos caso a caso. E quando você olha para a evidência da ressurreição, é bem notável o quão forte é, e é por isso que é o centro do cristianismo. E, portanto, não acho intelectualmente crível descartar milagres antes de investigar o evento”.

Bock insiste: “A fé é muito, muito defensável. É por isso que durou dois mil anos. E não apenas isso. Há uma lógica que mostra a singularidade de Jesus, que deve ser apreciada também. E assim o tempo todo gasto na ressurreição faz sentido, porque esse é realmente o centro da discussão”.

Morrow acrescenta: “Os cristãos não acreditam que Jesus ressuscitou dos mortos porque a Bíblia diz isso. Eles acreditam que Ele ressuscitou dos mortos porque é isso que os primeiros e melhores documentos históricos mostram, e essa é a melhor explicação dos fatos”.

O especialista bíblico Bock declarou: “Esses livros são as peças mais antigas da literatura antiga que possuímos”, e Morrow acrescenta: “Uma das coisas fascinantes sobre os manuscritos do Novo Testamento: temos mais de 5.700 manuscritos gregos únicos. E mais manuscritos estão sendo descobertos o tempo todo.”

Assim ele resume: “Acho que o que os cristãos precisam saber é que há uma boa razão para acreditarmos no que acreditamos, e as evidências só estão melhorando. Quanto mais descobrimos e quanto mais encontramos, mais confiança você pode ter de que isso realmente é verdade”.

Com informações: CBN News
Adaptação: Opinião Crítica