“Eu era uma criança normal até ser abusado”, diz ex-homossexual durante entrevista

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Ex-homossexual diz que sofreu abuso sexual na infância. Reprodução: Google

A história de vida de Robson Staines, hoje casado, pai de quatro filhos e avô de uma menina, chama atenção para o encaminhamento judicial que o tema “homofobia” vem tendo no Brasil, após o Supremo Tribunal Federal do país formar maioria pela decisão de criminalizar, em outras palavras, a “discriminação” de gays, lésbicas, transexuais e travestis (LGBT).

Robson está entre os chamados ex-gays, ou ex-homossexuais, um grupo que frequentemente é criticado por integrantes do ativismo LGBT, os quais não reconhecem a possibilidade de uma pessoa mudar a sua orientação sexual.


Os ex-homossexuais, portanto, podem sofrer mais discriminação do que os próprios homossexuais, e pasmem, discriminação essa que parte muito da própria comunidade LGBT. Como ficaria o enquadramento jurídico para proteger o grupo de ex-gays, então?

Abuso sexual

Um dado que chama atenção nos testemunhos de muitos ex-homossexuais é o abuso sexual, especialmente durante à infância, frequentemente relatado por eles. Robson Staines, por exemplo, associa este fato ao desenvolvimento da sua orientação sexual:


“Comecei a ficar totalmente afeminado”, declarou ele em entrevista à Folha, ao lembrar do abuso que sofreu aos 11 anos. “Tive vários casos, me prostituí, me travesti. Eu me achava nojento para me envolver com alguma menina”.

Na mesma entrevista, Robsou falou que conseguiu mudar sua orientação sexual após ajuda da psicóloga Marisa Lobo, por se tratar de um “egodistônico”, ou seja, uma pessoa que não aceitava tal orientação, neste caso, a homossexual.


Essas informações são de extrema importância no atual contexto de criminalização da “homofobia”, visto que os profissionais que dizem existir ex-homossexuais, assim como a possibilidade de acolhimento psicológico dos “egodistônicos”, são frequentemente taxados de preconceituosos e “homofóbicos”.

Assim, como serão tratados, na forma da lei, os ex-homossexuais que contrariam o ativismo ideológico LGBT? E os profissionais que divergem das pautas sobre transexualismo, travestismo e outras questões relativas à ideologia de gênero? São preocupações reais eu ameaçam, e muito, a liberdade de consciência e pesquisa científica no Brasil.