Pastor diz que deixou de ser gay com ajuda de psicóloga: “Fui estuprado novo demais”

Pastor diz que deixou de ser gay com ajuda de psicóloga: "Fui estuprado novo demais"
Robson afirma que tentou se suicidar, mas ajuda psicológica e espiritual mudaram seu destino. Reprodução: Google

O nome dele é Robson Staines e certamente muitos já o viram em programas de TV como o da apresentadora Luciana Gimenez, do Super Pop, debatendo com outras pessoas sobre temas relativos à sexualidade.

Dessa vez, Robson foi entrevistado pelo jornal Folha de São Paulo, pouco depois da ministra Carmen Lúcia, do Supremo Tribunal Federal, emitir um decreto revalidando à Resolução 01/99, do Conselho Federal de Psicologia (CFP), que proíbe os psicólogos acolherem e ajudar homossexuais que desejam alterar sua orientação sexual, a chamada “cura gay” (saiba mais sobre isso aqui).


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Contrariando a narrativa do ativismo LGBT e do próprio CFP, o testemunho de Robson, que atualmente é pastor evangélico, cantor, escritor, casado e pai de quatro filhos, exemplifica exatamente o que muitos psicólogos argumentam ao defender o acolhimento dos homossexuais “egodistônicos”, isto é, que estão em conflito com a própria sexualidade por alguma razão pessoal.

No caso de Robson, um abuso sexual sofrido aos 11 anos, por um vizinho que invadiu sua casa quando estava sozinho, foi a razão que, segundo ele, o fez achar que era homossexual: “Ele pôs a mão na minha boca falando para eu ficar quietinho ou me mataria. Me machucou tanto que perdi a voz”, disse ele.


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Robson disse que à “prática homossexual” foi sendo adotada por ele com o passar dos anos. ”Comecei a ficar totalmente afeminado. Isso começou a chamar a atenção das pessoas”, contou. “Tive vários casos, me prostituí, me travesti. Eu me achava nojento para me envolver com alguma menina”.

Robson contou ainda que pouco antes de começar a receber ajuda psicológica, por volta dos 20 anos, tentou o suicídio tomando 40 comprimidos de Valium com cachaça.

O papel da psicóloga Marisa Lobo


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Robson Staines conta que mudou de vida ao se voltar para a fé cristã e iniciar um tratamento psicológico com a psicóloga Marisa Lobo, que anos depois viria a se tornar conhecida no país inteiro como a “psicóloga cristã”.

“Ela teve a sensibilidade de entender que entrei na homossexualidade não por ter nascido gay. Fui estuprado novo demais. Eu achava que era sujo para ter envolvimento com uma mulher depois que um homem tinha me tocado”, disse ele “Com Deus e ajuda psicológica, estou totalmente livre da homossexualidade”.


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Também questionada pelo jornalismo da Folha, na mesma matéria, se praticava a “cura gay”, Marisa foi enfática ao dizer que não se trata de cura, mas de acolher o sofrimento do paciente e deixar com que ele mesmo encontre o seu caminho, mesmo que isto signifique deixar de ser homossexual, algo que ela considera possível.

“O que podemos fazer é atender o sofrimento psíquico do paciente. Nós, psicólogos, temos o dever de dar ao sujeito o lugar da sua existência, sem promessas nem induções, claro”, disse ela, explicando que a egodistonia se caracteriza “por um indivíduo que deseja uma orientação sexual diferente por causa de transtornos psicológicos e comportamentais associados”.

“Patrulha” do Conselho de Psicologia


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Marisa Lobo aproveitou para criticar o que ela chamou de “patrulha” do Conselho de Psicologia sobre essas questões, razão pela qual os psicólogos lutam para suspender a Resolução 01/99, usada frequentemente por ativistas para tentar condenar os profissionais que discordam do ativismo LGBT.

Ela mesma já foi alvo de vários processos no CRP-PR, acusada injustamente de praticar “cura gay”. No entanto, venceu em todos os casos e continua exercendo legalmente a sua profissão.


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“Eu atendo qualquer pessoa que me procura, não importando a condição cultural, social, raça e orientação sexual.​ O meu paciente é o ser humano e seus conflitos, e ​é ele quem manda no setting terapêutico, não ​a ” patrulha” do conselho de psicologia”, disse ela. ​

“Se ele ou ela tem conflito com sua sexualidade e busca alterá-la de alguma forma, vou acolher ​ em primeiro lugar e oferecer uma escuta digna, sem preconceito, e aos poucos ele ou ela (paciente) é que encontra seus lugar no mundo, eu ofereço apenas o canal para que isso possa acontecer como de fato é”, conclui.